Mata deverá ser catalogada
Nos três alqueires de terra, um alqueire de mata nativa foi preservado. O local nunca foi explorado e é mantido intacto pela família. Logo na entrada da mata, uma pequena placa em madeira sustenta os letreiros: Mata do Suíço, como era chamado o local sempre preservado pelo pioneiro Arnold Rechsteiner, desde sua chegada ao Brasil em 1937.
A mata será catalogada por professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que farão um levantamento da fauna e flora do local. Queremos saber exatamente o que temos aqui e continuar preservando, além de plantar mais árvores frutíferas, afirma Adrian.
A família criou uma trilha ecológica, num acesso bastante rústico, exatamente para preservar a área. Ali, o visitante pode ter contato com árvores frutíferas de várias espécies, eucaliptos, uma figueira gigante, perobas, palmeiras, cipós e vários tipos de flores.
O mato fechado atrai animais como macacos, quatis, cobras, tatus, gambás e vários tipos de pássaros, que soltam o canto e se assustam quando percebem os visitantes.
Saindo da mata, do outro lado do terreno, um caminho formado por velhos e enormes eucaliptos (cerca de 60 anos de plantio), leva até a cachoeira, onde uma antiga bomba dágua, abastece a casa. A trilha ainda guarda momentos que impressionam, como o trecho em que o visitante passa por dentro da raiz de uma árvore arrancada inteira pela ação da natureza e o chamado caminho das borboletas, uma área mais aberta, onde centenas de borboletas fazem uma espécie de balé sobre as plantas nativas. (M.O.)





