O setor de frangos sempre teve seu maior marketing no preço, colocando no mercado a proteína animal mais barata. Durante um certo tempo houve a suspeita de que a redução no ciclo de produção e tempo de abate do frango estaria relacionado a hormônios de crescimento na dieta dos animais, o que não é verdade. Além de ser proibido é economicamente inviável. Foi o melhoramento genético das aves e a nutrição que conseguiram encurtar o ciclo de produção e tornar possível colocar o produto a preços acessíveis a toda a população. As informações são do diretor executivo da Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar), Icaro Fiechter.
Hoje no Brasil o consumo médio é de 29 kg por habitante ano. O País segundo Fiechter tem maior consumo per capita em relação a muitos países europeus devido ao preço em que o frango chega às mãos do consumidor, viabilizando a ingestão de proteína animal pela população de baixa renda. ''A atividade também tem seu valor social pois emprega, mesmo na integração, mão-de-obra familiar e viabiliza pequenos produtores.''
Segundo o presidente da Avipar Paulo Muniz o setor foi um dos pioneiros a ofertar o produto em cortes para facilitar a vida do consumidor o que levou ao aumento de consumo. De acordo com estimativas da Avipar o consumo de 2001 deverá ser de 36 kg/per capita. No mercado interno os investimentos deverão ser destinados cada vez mais para a produção de produtos destinados a atrair maior número de consumidores, como os pratos semiprontos e cortes diferenciados da carne. (C.B.)

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