Começou a operar esta semana, em Maringá, a primeira indústria de reciclagem de embalagens vazias de defensivos do Estado. A Cimflex, é uma das cinco especializadas nesse setor no País. Segundo informações da assessoria, a indústria tem capacidade para absorver até 300 toneladas de embalagens vazias.
Essas embalagens são utilizada para a produção de eletrodutos flexíveis (conduítes), bem como matéria-prima para a fabricação de outros produtos, como frascos para a indústria de agroquímicos e lubrificantes. Outro material retirado a partir das embalagens é a resina de polietileno de alta densidade utilizada, por exemplo, na construção civil como componente que ajuda a economizar concreto.
A indústria é resultado da associação de empresários de Maringá e de São Paulo, que investiram cerca de R$ 1 milhão na compra de equipamentos. De acordo com o diretor Luiz Lourenço Júnior, para entrar em funcionamento a empresa foi licenciada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). Com isso a Cimflex está credenciada para receber embalagens vazias de todas as centrais de recolhimento existentes no Paraná.
De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), o Brasil é o líder mundial na destinação final desse tipo de embalagens. O Paraná lidera o ranking como o Estado que mais recolhe embalagens no País, tendo atingido 3.842 toneladas no ano passado, volume que representa o índice de 97% de devolução. Em 2004, os agricultores brasileiros devolveram 14.825 toneladas, mais que a soma de 30 países juntos, incluindo nações da América Latina, Europa, América do Norte e Austrália.

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