Quando se trata da margem de lucro do produtor, os números são um pouco conflitantes, dependendo da base de dados analisada. Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, entre janeiro e julho, o custo para produzir um quilo de carne suína ficou em R$ 2,84. Já o preço médio de comercialização, na primeira semana de novembro, atingiu a casa de R$ 3,50, ou seja, um lucro líquido de 23,2%.
No caso dos cálculos realizados pelo Departamento Técnico Econômico (DTE) da Faep, baseados em número do Embrapa Suínos, a margem de lucro média no Estado foi de 12% em 2015. Entretanto, em outubro, segundo a análise, observou-se um aumento no custo dos insumos devido à alta do dólar e uma redução de 10% nos preços pagos aos produtores. "Os valores do milho (principal insumo para alimentação, através do farelo) e medicamentos subiram devido ao câmbio favorável à moeda norte-americana. Ainda não divulgamos o último levantamento, mas acredito que a margem de lucro pode cair para 5% ou 6%, metade do que estava anteriormente."
O técnico do Deral, Edmar Gervásio, não considera que a alta atual dos valores do milho impactou muito no custo de produção. Ele explica que entre janeiro e agosto, o valor da saca de 60 quilos da commodity não saiu da média de comercialização, entre R$ 20 e R$ 25. "Os últimos três ou quatro meses de preço elevado acabam não impactando tanto assim. A indústria também tem seus mecanismos de proteção, fechando contratos futuros e evitando a alta dos valores. A situação é bem normal", complementa. (V.L.)

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