A produção de milho e feijão era insuficiente para o sustento da família Etevardo Serrater, do Sítio Nossa Senhora Aparecida. Ele, a esposa e os filhos passavam dificuldades. Um deles até chegou a ir embora para tentar a vida na cidade. O que impediu que os outro cinco tivessem o mesmo destino foi a diversificação da produção da propriedade de 0,62 alqueire. E foi a opção pelo maracujá que está permitindo a permanência da família no campo.
A opção pela fruta veio há dois anos. No início, a venda era feita em Nova Tebas mesmo. Com investimento na certificação da produção, que é orgânica, o maracujá passou a ter Itapeva, em São Paulo, como destino.
Os pés de maracujá são todos cercados por uma plantação de cana-de-açúcar. E os produtores ainda pensam em aproveitar ainda melhor o pouco espaço que têm, diversificando a produção com o cultivo de guaco - uma planta medicinal utilizada no tratamento de doenças respiratórias . ''Mas isso ainda está em fase de estudo'', adverte Joel Serrater, um dos filhos de Etevardo.
Os produtores também organizaram-se em grupo. Luci de Fátima Goularte é a atual presidente da Atvama, que é responsável pela comercialização do produto. Ele informa que atualmente 68 famílias trabalham em 54 propriedades que produzem a fruta.
Para o técnico Paulo Henrique Lizarelli, o benefício imediato do crescimento da produção de maracujá em Nova Tebas é o social. ''Os ganhos compensaram o investimento na certificação e estão possibilitando a permanência dos jovens nas propriedades'', enfatiza. (F.R.F.)

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