No segmento de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, foram apresentados desde produtos conceituais até os que atendem o dia a dia dos produtores
No segmento de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, foram apresentados desde produtos conceituais até os que atendem o dia a dia dos produtores | Foto: Victor Lopes



Mais de 20% - em torno de 120 empresas - que participaram da 30ª edição do Show Rural estão ligadas ao segmento de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, desde produtos conceituais até aqueles que atendem o dia a dia dos produtores. Apesar de muitas vezes os de grande porte encherem os olhos dos visitantes da feira, um fato interessante é que as empresas vêm com estratégias bem bacanas para também atender os de pequeno porte.

A Case IH - única do segmento que fez uma coletiva formal com a imprensa durante a feira - apresentou números interessantes da sua representatividade no Paraná. Nos últimos dez anos, ela passou de 1,6% para 7,4% do mercado de tratores do Estado, e 2,1% para 15,8% no caso das colhedoras de grãos. Durante o evento, a empresa criou um espaço exclusivo para a agricultura familiar, inclusive ampliando o portfólio para máquinas de menor potência, como por exemplo tratores de 60 a 130 cavalos. Além disso, promoveu o lançamento da nova colhedora de cana A8810DA, com duplo alternado, e do pulverizador Patriot 350, que reduz em 15% o consumo de defensivos.

Já a Jacto, sabendo dos desafios para uma calibração precisa no momento da adubação - algo bem complicado para o produtor - lançou as adubadoras automotriz Uniport 5030 NPK e tracionada Tellus 10.000 NPK, para produtores de menor porte. Ambas possuem diferenciais tecnológicos exclusivos, que possibilitam um novo patamar para a adubação a lanço. Entre os principais benefícios ao produtor está a ampla faixa de aplicação facilidade de regulagem da faixa, diminuição do consumo de fertilizantes e qualidade de aplicação na bordadura, diminuindo o desperdício de fertilizantes e aumentando a proteção ambiental.

Outra marca que mostrou força na feira foi a Caterpillar, líder em maquinários para construção, mas com uma estratégia bem clara de inserir seus produtos no agronegócio, como retroescavadeiras, tratores de esteira e carregadeiras. "Acreditamos que o mercado agrícola tem potencial para consumir de 20% a 25% da produção de equipamentos da linha amarela", relata o presidente da marca no Brasil, Odair Renosoto. Com essas máquinas, a multinacional acredita diminuir os custos com perda de tempo e falta de segurança, tendo as máquinas da construção como um braço forte nas fazendas. Outras empresas fortes como John Deere e Massey estavam com grandes estandes no Show Rural, mas com foco maior em pós-venda sem lançamentos durante o evento. (V.L.)

mockup