Máquinas no campo para a colheita do algodão
A retomada do cultivo da pluma no Estado já foi tema do Multi Agro que, neste domingo (12), mostra a fase final da cultura na propriedade
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sábado, 11 de maio de 2019
A retomada do cultivo da pluma no Estado já foi tema do Multi Agro que, neste domingo (12), mostra a fase final da cultura na propriedade
Reportagem local 

Uma propriedade localizada em Rolândia faz brilhar os olhos. A área branquinha impressiona quem passa por perto, que acaba aproveitando para fazer diversas fotos. O vasto campo de algodão tornou-se cena rara no Paraná, mas graças a um trabalho da Acopar (Associação dos Cotonicultores Paranaenses) o cenário pode se tornar cada vez mais comum. A retomada do cultivo da pluma no Estado já foi tema de outro programa do Multi Agro, que neste domingo (12), retorna à propriedade, desta vez para mostrar o trabalho das colheitadeiras na lavoura.
A propriedade é uma das dez que participam do projeto comandado pela Acopar e outras instituições de pesquisa. “É um trabalho feito há aproximadamente cinco anos com a procura da variedade adequada, época correta de plantio e todas as condições que mudaram em relação àquele algodão antigo, que era colhido manualmente”, contou Almir Montecelli, presidente da Acopar. “Hoje contamos com um algodão que é totalmente diferente e mecanizado, fazendo com que se torne novamente viável em nosso Estado.”
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Nesse período de ajustes, a associação vem demonstrando a produtores a viabilidade do algodão como mais uma opção de cultivo que pode, inclusive, entrar na lista da rotação de culturas. “Ele tem uma rentabilidade muito superior à soja, que seria o seu concorrente nessa época. Então, se você pensar em termos de commodity, tirando o milho, trigo e soja, não temos outra opção”, concluiu. Para se ter uma ideia, somente no Paraná seria preciso mais de 60 mil hectares de algodão plantados para atender a demanda do mercado.
“Aqui já estamos no ponto certo para a colheita. Esse é o ponto ideal”, disse ele mostrando as maçãs totalmente abertas expondo a pluma. De acordo com o produtor, é preciso aplicar um produto para que ocorra o desfolhamento, para evitar que os pinos da colheitadeira enrosquem na pluma. “Por isso dizemos que temos que adaptar a lavoura à máquina.”
“Não existe um algodão sem uma indústria”, ressaltou Montecelli explicando que após a colheita a pluma segue para um processo de beneficiamento ou descaroçamento, quando os caroços – as grandes sementes - são retirados da pluma. O caroço ainda fica revestido por uma pequena porção de pluma, chamada de linter. Por não ter comprimento suficiente para tornar-se fio, o linter é processado para a industria farmacêutica, o algodão de farmácia, e até palmilhas de sapatos.
O caroço limpo segue depois para outro processamento, desta vez para extrair o óleo. Já a casca da maçã é utilizada no preparo de rações. “É muito interessante que o caroço pode ser dado integralmente para o gado, principalmente leiteiro. É uma ração excepcional por possuir muitos nutrientes.” Segundo ele, é possível notar a diferença na qualidade do leite com o incremento de até três quilos do caroço na alimentação diária do animal.
O produtor Edson Hirata afirmou que a colheita superou as expectativas, foram colhidas aproximadamente 700 arrobas por alqueire. “Agora, plantei trigo para fazer a rotação de cultura.”
O Multi Agro vai ao ar neste domingo (12), a partir da 8h, na MultiTV (canais 20 e 520 da NET).


