Máquinas agrícolas: sinônimos de produtividade
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sábado, 08 de novembro de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Nas exposições rurais que acontecem em todo o Brasil, os estandes que fazem os olhos do produtor brilhar, sem dúvida alguma, são os de máquinas e equipamentos agrícolas. Imponentes, robustos, com tecnologia de ponta e fundamentais nos dias atuais, de competitividade extrema no agronegócio, os maquinários fazem toda a diferença quando se trata da gestão da lavoura, produtividade e resultados eficientes no final de cada safra.
O produtor anseia por melhorar sua frota: busca recursos para conquistar um trator cabinado mais moderno, máquinas que apliquem produtos simultaneamente ou uma colheitadeira capaz de mapear a produtividade das áreas, entre outras funções oferecidas nos lançamentos das multinacionais que atuam no País.
A FOLHA traz nesta edição um compilado das tecnologias que são ofertadas no mercado e a avaliação de especialistas do setor. Para responder se as tecnologias estão, de fato, fazendo a diferença no campo, a reportagem conversou com três professores especializados em mecanização agrícola: Alcir José Modolo e Evandro Martin Brandelero, ambos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e Murilo Mesquita Baesso, da Universidade de São Paulo (USP).
Na opinião dos especialistas, tecnologias como a telemetria - capacidade do produtor ter a informação do que está ocorrendo no campo em tempo real - e máquinas capazes de aplicar até dez produtos simultaneamente são tendências importantes do mercado atual. "Outra tendência se refere ao aumento do tamanho das máquinas, o que possibilita ganhos no rendimento operacional. Por outro lado, acabam esbarrando no aumento da massa (peso das máquinas), resultando em maior compactação do solo, bem como maior necessidade de tirar as curvas de nível, o que prejudicaria a conservação do solo", explicam eles.
Entre tantas novidades muitas delas com grande apelo comercial os pesquisadores destacam algumas que de fato auxiliam os produtores que têm acesso a tais tecnologias, como os sistemas de monitoramento instantâneo da produtividade dos grãos, com destaque aos seguintes componentes: sensores para medir o fluxo e o teor de umidade de grãos e a velocidade de colheita e o indicador da posição da plataforma da colhedora.
"Nos tratores, existem as transmissões automáticas, que ajustam a velocidade e rotação para o melhor desempenho dos implementos. Já com o GNSS (sistema de navegação global, como é o caso do GPS) é possível posicionar veículos agrícolas sobre o terreno, possibilitando importantes informações do ponto de vista da gestão e do uso das máquinas. Um dos exemplos clássicos da aplicação dos GNSS na agricultura atual é no mapeamento da produtividade das culturas", exemplificam os professores.
Outros pontos citados pelos especialistas que trouxeram melhorias para as lavouras são os pulverizadores cabinados, equipados com monitores de aplicação, que reduzem a contaminação dos tratoristas, assim como o sistema de corte de seção, evitando o desperdício. Já para as semeadoras, são ofertados monitores de plantio que auxiliam os produtores a melhorarem a qualidade da atividade. "Acreditamos que a união do tradicionalismo com o avanço da tecnologia proporcionará ao País níveis de competitividade internacionais, com redução de custos e aumento de rentabilidade da lavoura, diminuindo, assim, riscos com desperdício de tempo e produtos", finalizam os pesquisadores.


