O Instituto Genesis, de Londrina, do agropecuarista Henrique Victorelli deverá ser uma das certificadoras da carne brasileira
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá divulgar na próxima terça-feira os nomes das quatro empresas certificadoras que estão sendo analisadas para participarem do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) para bovinos destinados ao abate em frigoríficos exportadores. Uma das empresas que está sendo analisada é o Instituto Genesis, de Londrina, do agropecuarista Henrique Victorelli.
Serão essas empresas que irão certificar junto ao Mapa que o sistema de identificação, coleta e gerenciamento de dados e a rastreabilidade está sendo feita para atender o mercado exportador.
A UE, por exemplo, que tem uma demanda de 10 milhões de toneladas em cortes específicos de carne por ano, estipulou prazo final em 30 junho para que seus fornecedores implantem a rastreabilidade nos rebanhos. A UE garantiu que a partir desta data só comprará carne certificada. Os países europeus consomem a Cota Hilton, que representa 5 mil t, sendo três mil t de filé e duas mil t de contrafilé, demanda que o Brasil, que tem o maior rebanho comercial do mundo tem condições de atender, mas para isto terá que se enquadrar nas exigências desses países compradores.
Está na Instrução Normativa 01, de 10.01.2002, do Mapa: ‘‘Todos os criatórios voltados à produção de carne bovina para o comércio internacional com os países-membros da UE deverão integrar o Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina) até o mês de junho de 2002. A partir dessa data, essa condição constituirá requisito indispensável para habilitar-se à exportação para aquele mercado; já para os criatórios que exploram animais cuja produção esteja voltada para os demais mercados importadores, o prazo final será dezembro de 2003’’.
A assessoria de imprensa do Mapa divulgou durante a semana que quatro empresas são candidatas a tornarem-se certificadoras para trabalhar junto ao Sistema Brasileiro de Rastebilidade Bovina (Sisbov).
Além do Instituto Genesis, de Londrina, estão sendo analisadas a Planejar, do Rio Grande do Sul; a BR Certicações, de São Paulo; e o Sistema Brasileiro de Certificação, também de São Paulo.
Segundo o diretor do Instituto Genesis, Henrique Victorelli, a empresa poderá oferecer, além da certificação, todo o processo que o mercado de carnes para exportação está pedindo: identificação de animais, a rastreabilidade com a coleta e gerenciamento de dados e a certificação de que todo o processo está sendo feito dentro das normas do Mapa e do Sisbov.
O Genesis já trabalha com um banco de dados de 40 mil cabeças, das quais 7 mil no Paraná, atendendo criadores a pecuaristas de todo o País. Depois da oficialização, Victorelli estima aumentar bastante o número de cabeças bovinas controladas.
A Planejar, do Rio Grando do Sul, que atua em todo o País, segundo o diretor executivo José Luiz Vianna, também ofertará aos pecuaristas todo o esquema de identificação e rastreamento, além da certificação. Hoje a empresa já trabalha com projetos de rastreabilidade totalizando controle de 160 mil animais em 380 propriedades em todo o País.
Segundo Viana, as empresas que deverão ser credenciadas pelo Mapa vão atuar como certificadoras de origem animal, cumprindo as exigências de legislação que pedem os seguintes dados: data e local de nascimento, sexo e raça, vacinas obrigatórias, manejo alimentar e deslocamento do animal até o abate.

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