De norte a sul do País são cultivados 2 milhões de hectares com espécies de frutas temperadas e tropicais, como a laranja
De norte a sul do País são cultivados 2 milhões de hectares com espécies de frutas temperadas e tropicais, como a laranja | Foto: Arquivo FOLHA



Brasília – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou na última terça-feira (27) o PNDF (Plano Nacional do Desenvolvimento da Fruticultura), em parceria com entidades do setor privado, com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a produção, o consumo interno e as exportações de frutas. A meta é melhorar o cenário da cadeia produtiva, que contribui com R$ 33 bilhões para o valor bruto da produção agrícola, e aumentar a participação dentro do agronegócio brasileiro.

As exportações brasileiras de frutas frescas têm potencial para crescer. Após o recorde de US$ 1 bilhão em 2008, o setor não repetiu mais a performance, que o presidente da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), Luiz Roberto Barcelos, espera alcançar novamente até o próximo ano. Apesar de ser o terceiro maior produtor, o Brasil figura no 23º lugar entre os países maiores exportadores desses produtos. As metas do PNDF até 2028 incluem participar com R$ 60 bilhões no mercado global de alimentos, aumentar o consumo interno de frutas para 70 quilos per capita ao ano e atingir US$ 2 bilhões em exportações.

Apenas cinco produtos concentraram entre 2014 e 2016 cerca de 75% das exportações brasileiras de frutas frescas: mangas, castanhas, melões, limões e uvas. A participação do Brasil ainda é pouco significativa no comércio das frutas mais comercializadas no mundo: bananas, maçãs, laranjas (in natura), tangerinas, amêndoas e peras.

De norte a sul do País são cultivados 2 milhões de hectares com espécies de frutas temperadas e tropicais, o que garante 44 milhões de toneladas ao longo de todo o ano e emprega 5 milhões de pessoas, 16% do total das vagas do agronegócio. "A cada hectare plantado são gerados pelo menos dois empregos", diz Barcelos.

COMPOSIÇÃO
O plano abrange desde novas regras para o licenciamento de uso de produtos agroquímicos até a padronização internacional dos certificados fitossanitários. Durante o lançamento, o ministro Blairo Maggi assinou uma portaria que cria o comitê consultivo para formulação de projetos para o setor, que será coordenado pelo Mapa e formado por quatro membros da iniciativa privada.

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