A criação de avestruzes, segundo a médica veterinária Patrícia Tubelis, é fiscalizada desde o ano passado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Uma instrução normativa para registro, fiscalização e controle sanitário de incubação, criação e alojamento de ratitas (família a que pertencem os avestruzes e emas) foi publicada no Diário Oficial da União em 25 de fevereiro de 2003.
Pelo documento, o criador deve realizar a cada semestre exames para o monitoramento de doenças controladas pelo Mapa, como a sorologia para Newcastle e culturas de micoplasmoses e salmonellas. A veterinária orienta que a coleta de amostras seja acompanhada pelo pessoal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).
A sorologia é feita em cada ave do plantel. Já as culturas são feitas por pool de animais, até 20 aves o exame deve ser em 100% delas, depois em lotes de 5 a 15 aves por amostra. O laboratório da Universidade Estadual de Londrina está credenciado pelo Ministério para a realização dos exames. A investigação de Newcastle custa R$ 1,00/ave, as culturas de salmonella e micoplasmose custam R$ 45,00 por amostra.
Patrícia destaca que o maior cuidado exigido pelos avestruzes é com a higiene das instalações que abrigam filhotes. Aves bem desenvolvidas são bastante resistentes a partir dos três meses de vida.(C.G.)

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