Mapa estuda apoio de R$ 300 mi para indústria de lácteos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de setembro de 2015
Das agências 
Brasília - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estuda a possibilidade de destinar R$ 300 milhões ao Programa de Melhoria de Competitividade do Setor Lácteo. O objetivo é fortalecer a cadeia de produtos derivados do leite nos estados de Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentram 80% da produção nacional.
O anúncio foi feito em agosto pelo secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do ministério, Caio Rocha, durante audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, convocada para debater a balança comercial do setor de lácteos no primeiro semestre deste ano.
Segundo Rocha, os recursos serão investidos em assistência técnica, melhoramento genético e promoção comercial. O secretário disse que o Mapa tem se empenhado em ampliar as negociações com representantes do setor privado, de modo a garantir aos países do Mercosul uma parcela do mercado brasileiro, sem afetar a competitividade e o crescimento da cadeia nacional de lácteos.
Ele informou que a atual produção brasileira de lácteos é superior ao consumo interno e deve aumentar, pois um dos objetivos do ministério é ampliar o programa a outros estados e promover a ascensão de pequenos produtores de leite por meio de transferência de conhecimento técnico e gerencial.
Conforme o secretário, a maior parte do excedente brasileiro de lácteos é exportada para Angola, Argélia e Venezuela o Brasil embarca para o exterior principalmente leite em pó e leite condensado. Rocha acrescentou que o Brasil tem 11 estabelecimentos habilitados a exportador lácteos para a Rússia. A expectativa é que mais 13 frigoríficos obtenham autorização para embarcar leite e derivados para aquele mercado.
PREÇO
Em alta há seis meses, o preço do leite recebido pelo produtor atingiu em agosto o maior patamar deste ano, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O preço líquido, sem frete e impostos, foi de R$ 0,9964/litro na média Brasil, que é ponderada pelo volume captado em julho nos estados de MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA. Em comparação com o mês anterior, houve elevação de 2,09%. Contudo, a média atual ainda é 10% menor que a de agosto do ano passado em termos reais. O preço bruto (inclui frete e impostos) foi de R$ 1,0843/litro, acréscimo de 1,9% em relação a julho e queda de 9,6% frente a agosto de 2014, em termos reais.
Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda pouco aquecida limitou a valorização do leite na entressafra deste ano - predominantemente entre março e julho -, o que diferiu dos anos anteriores, quando foram registrados picos expressivos de alta nesse período. A elevação dos preços ocorreu de forma mais gradual, se estendendo até agosto, quando, tipicamente, a entressafra no Sudeste e Centro-Oeste se encerra e a produção leiteira no Sul se consolida.


