O coordenador geral de combate a doenças, do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Henrique Marques, observa que essa discussão sobre a suspensão da vacina de aftosa no Paraná é bastante oportuna. ''É um passo que se dá com muita segurança, com medidas compensatórias para a retirada da vacina'', frisa. Entre as ações de segurança, destaca o incremento do sistema de vigilância. E completa dizendo que há, sim, a necessidade de se avaliar todos os impactos, inclusive os negativos, e repassá-los aos interessados.
Segundo Marques, o pleito do Paraná foi avaliado e agora o Estado precisa se adequar às exigências do ministério, como melhorias nas barreiras sanitárias e contratação de pessoal. Ainda não há previsão para que o Mapa audite o Paraná.
Para o representante do Mapa, essa decisão é governamental e não de partido e o Paraná tem demonstrado bastante profissionalismo para conquistar o status de área livre de aftosa sem vacina. E avisa que, caso o Estado conquiste esse status, o Mapa vai continuar fiscalizando porque, obviamente, não quer colocar o nome do País em risco. E sugere que esse status é uma responsabilidade compartilhada e que os produtores terão que ajudar nessa fiscalização. (E.Z.)

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