Mãos na graxa
Wagner Luís Babugia, proprietário de uma área de 450 hectares voltada para a produção de grãos na região de Ibiporã, é um exemplo de produtor que leva a manutenção a sério. O agricultor, junto com seu irmão e sócio, Marcelo Babugia, realiza a manutenção preventiva na própria fazenda. Ao todo, a propriedade possui três colheitadeiras de grãos, quatro tratores e um pulverizador autopropelido.
''Em nossas colheitadeiras, a cada dez horas trabalhadas, realizamos todo o engraxamento da máquina'', explica. Durante a colheita da safra, Wagner verifica rolamentos, corrente da plataforma, correias e demais componentes. ''Para evitar perdas durante a colheita, troco todo ano a barra de corte. Se essa peça não for trocada, as perdas de grãos podem passar de 5%'', avalia.
Nos tratores da propriedade, o ritual de manutenção dos irmãos é quase o mesmo. ''Depois de um dia de trabalho, os tratores são lavados, engraxados e, periodicamente, passam por uma manutenção preventiva de acordo com o que manda o fabricante'', destaca. Além disso, quando precisa repor uma peça, o produtor sempre opta pelas originais. Com isso, assegura ele, aumenta a sua confiabilidade no equipamento, segurança que não sentiria se usasse peças paralelas.
Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), acrescenta que o uso de peças não originais pode diminuir a vida útil de uma máquina. O produtor, na avaliação dele, deve ter sempre isso em mente. (R.M.)





