Quase 80% do café da Fazenda Santo Antônio, em Arapongas, já foi colhido. O proprietário, Antônio de Oliveira Sampaio, iniciou a coleta seletiva no final de maio para garantir a produção de café despolpado. No entanto, com a seca, os grãos amadureceram mais rápido, forçando o produtor a sacrificar parte da colheita.
A fazenda de 800 hectares já teve metade das terras cultivada com café. Hoje, conta com apenas 60 hectares, que combina os sistemas adensado e convencional. ''Pretendo retomar o cultivo convencional para mecanizar a produção e baratear os custos'', diz Sampaio.
Segundo ele, a mão-de-obra representa a maior parte dos gastos com a lavoura. Hoje, 70 trabalhadores volantes trabalham na colheita do café, auxiliados por 10 funcionários fixos da fazenda. ''Mesmo seguindo a legislação ainda enfrento problemas com os empregados. Por isso pretendo mecanizar e enxugar o quadro de funcionários.
A fazenda tem infra-estrutura para realizar todos os cuidados da pós-colheita lavador, secador e terreiro suspenso , além de capacidade para armazenar o café colhido sem causar danos à bebida. A despolpa, assegura o cafeicultor, é feita diariamente. ''A estimativa é colher até 700 sacas beneficiadas este ano'', calcula.
Apesar de priorizar o cultivo de cafés finos, Sampaio ainda não tem recebido o diferencial de preço esperado. A venda do produto tem coberto apenas os custos de produção. ''Parece que o preço do café está bom, mas como os custos são muito altos, os resultado são mínimos.(M.G.)

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