Manejo traz
benefícios para
todo o rebanho
A programação da estação de monta, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande (MS), Ronaldo Oliveira Encarnação, depende da disponibilidade e qualidade de forragem, melhor época de nascimento dos bezerros, sistema de produção e categoria das fêmeas (vacas ou novilhas).
O recomendado para o Brasil Central o ‘‘entoure’’ das fêmeas entre novembro/dezembro e janeiro/fevereiro (90 dias), coincidindo com a época de fartura e qualidade das pastagens. O mesmo serve para o Paraná.
Segundo o pesquisador, além da melhor condição nutricional de touros e matrizes para os serviços, os bezerros também serão beneficiados, nascendo entre agosto/setembro e outubro/novembro, época de menor incidência de doenças e parasitos.
O pesquisador lembra que novilhas que já estejam com maturidade sexual podem ser aproveitadas e introduzidas em uma estação de monta que ele chama de adicional, sendo feita no outono (abril e maio).
‘‘Produtores que mantenham os touros na vacada durante todo o ano devem, inicialmente, fazer a estação de monta de seis meses, de outubro a março. A redução deve ser gradativa, para que não haja prejuízo na produção de bezerros’’, recomenda Encarnação.
Já no segundo ano, a estação pode cair para quatro meses (de novembro a fevereiro), e depois partir definitivamente para três meses (novembro/dezembro a janeiro/fevereiro).
De acordo com o pesquisador, frequentemente pecuaristas menos informados referem-se à estação de monta como sendo prejudicial aos índices de natalidade do rebanho. ‘‘A afirmação não tem o menor fundamento’’, avisa Encarnação.
Mesmo em sistemas mais extensivos, onde touros e matrizes permanecem juntos durante todo o tempo, há maior concentração de nascimentos (cerca de 80%) entre os meses de julho e outubro, proveniente da maior ocorrência natural de serviços e concepções durante a primavera-verão, período de maior oferta e qualidade de forragem.(C.B.)

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