Manejo na cobertura evita perdas
Cláudia Barberato
De Londrina
O acasalamento é um dos momentos mais importante na atividade reprodutiva. Coberturas mal conduzidas podem resultar em perdas significativas na fertilidade. As leitoas devem ser cobertas por machos de tamanho adequado, para evitar acidentes e traumas. Machos jovens, no início da atividade sexual, devem ter como parceiras fêmeas de tamanho adequado e que demonstrem muito bem o reflexo de tolerância.
As recomendações são do zootecnista da Associação Regional dos Suinocultores do Norte do Paraná (Assuinopar), Gervásio Cerci Filho. Cerci alerta para a higiene na hora da cobertura. Os animais devem estar limpos. Falta de higiene pode trazer consequências graves, como infecções uterinas.
Boa alimentaçãoLeitoas e porcas desmamadas devem receber em média três quilos de ração balanceada/dia até a cobertura e serem alojadas nas baias próximas dos machos. As leitoas devem ser colocadas diariamente em contato direto com os machos, de 20 a 30 minutos, a partir dos 140 dias de idade. O mesmo manejo deve ser feito com as porcas desmamadas, para estimular a entrada em cio.
Granjas confiáveisOs lotes não devem ter mais do que seis animais para facilitar o manejo alimentar, controle do cio e formação de grupos de parição. Leitoas adquiridas em outras propriedades devem passar por um período de adaptação de no mínimo 30 dias antes de entrarem em reprodução. Quando adquirir leitoas de outras propriedades o criador deve certificar-se se são granjas confiáveis.
O controle de cio na época da cobrição deve ser feito duas vezes ao dia, com auxílio do macho. A primeira cobrição deve ser realizada a partir do segundo ou terceiro cio, dependendo do manejo do criador, e a fêmea deve estar com idade entre 6,5 e 7 meses e peso mínimo de 120 quilos.
A cobrição compreende dois acasalamentos, sendo o primeiro quando a fêmea aceitar o macho e o segundo 12 horas após (manhã e tarde do mesmo dia ou tarde e manhã do dia seguinte). De acordo com Cerci, é recomendável o uso de machos diferentes para os acasalamentos.
Leitoas que não entram em cio até sete meses de idade devem ser descartadas. Os machos devem iniciar as cobrições com 7,5 a 8 meses de idade; cobrindo uma fêmea por semana e aumentando gradualmente para três fêmeas por semana a partir dos 11 a 12 meses de idade.
Descanso para o machoÉ importante, aconselha o técnico, manter o intervalo mínimo de 12 horas entre as cobrições e propiciar ao macho um descanso de 24 horas após cobrir uma fêmea. Manter o macho em bom estado nutricional, fornecendo dois quilos de ração por dia, também é importante. A água deve ser limpa, fresca e fornecida à vontade, lembra Cerci.
O local de monta deve ser calmo, em baia seca e não escorregadia, de maneira que o macho possar trabalhar sem atropelos. A cobertura, segundo Cerci, deve ser realizada logo pela manhã e, no final da tarde, para evitar desgaste excessivo. Outra dica do zootecnista: Antes da monta pressionar o prepúcio para a retirada da secreção acumulada. Auxiliar caso necessário a monta e acompanhar as coberturas.





