Manejo integrado foi importante nos anos 1990
O manejo integrado de pragas foi colocado em prática no Sul do Brasil no final da década de 1970. De 1977 a 1983 foram geradas as informações e propostas de táticas de MIP. ''Todos os setores ligados à cultura da soja estavam envolvidos, inclusive a extensão paranaense possuia um programa oficial'', recorda o agrônomo Lauro Morales, da Emater.
Naquela época, ocorreu ainda a substituição dos inseticidas clorados por novas moléculas e as aplicações deixaram de ser calendarizadas. ''Os conceitos de MIP eram internalizados e baseavam-se na tolerância das plantas aos insetos, preservação dos inimigos naturais e avaliação da população da praga antes da aplicação do pesticida'', relembra Morales, assinalando que as aplicações médias de inseticidas que giravam em torno de cinco por safra cairam pela metade com a adoção do controle integrado de pragas.
De 1983 a 1988 ocorreram mudanças nas prioridades da assistência técnica paranaense e só em 1989 foi retomado o MIP no Estado, com um programa específico da Emater. ''Apenas parte do setor ligado à soja estava envolvido no programa, mas houve massificação do uso do baculovírus e a construção de um laboratório para a produção da vespinha'', aponta o agrônomo, lembrando que entre 1989 e 1998 cerca de 90% das infestações de lagarta da soja nas lavouras do Paraná foram controladas com a aplicação do baculovírus. (M.G.)





