A adoção de práticas como a polinização artificial e a condução das plantas, fez dobrar a produção de maracujá em Goioerê, Oeste do Paraná. Os agricultores que antes colhiam uma média de 20 toneladas por hectare estão colhendo 40 toneladas por hectare. A cultura ocupa pequenas áreas na região, mas já ganha importância econômica e se apresenta como alternativa de renda para o pequeno agricultor.
O maracujá é cultivado em seis municípios da região de Goioerê, somando aproximadamente uma área plantada de 100 hectares. ‘‘O interesse pelo cultivo vem aumentando em virtude do rápido retorno e da grande procura pela fruta’’, afirma Aparecido Raimundo Angelo, técnico da Emater, que acompanha os produtores.
O maracujá produzido em Goioerê é todo vendido para uma indústria de Mariluz, a 200 quilômetros do município. A demanda da empresa, porém, é maior. Aparecido conta que nesta safra a indústria precisava de 5 toneladas da fruta, mas os produtores só conseguiram fornecer 3,5 toneladas. ‘‘É mais um incentivo para que o maracujá ganhe maior espaço na região’’, diz.
Manejo adequado O técnico informa que neste ano, somente em Goioerê, a área de plantio com maracujá triplicou, passando de 20 para 60 hectares. Ele lembra que, para se tornar rentável, o cultivo do maracujá exige o manejo adequado do pomar. ‘‘Nós temos feito reuniões com o pessoal para mostrar as vantagens de se fazer a polinização artificial, as podas e a condução da planta’’, explica o técnico.
Segundo o técnico, muitos produtores ainda deixam que a polinização ocorra naturalmente, o que reduz o número de frutos. ‘‘A abelha mamangava é que faz a polinização natural. Mas a ação da abelha européia e da vespa arapuá dificulta esse trabalho. Se o agricultor quiser ter uma boa produção, tem que fazer a polinização das flores manualmente, todos os dias’’, ensina.
Retorno rápido O maracujá, segundo o técnico da Emater, é uma das atividades agrícolas que têm o retorno mais rápido para o agricultor. Em cinco meses a colheita já pode ser feita e esse trabalho se estende por seis meses, de março a agosto. ‘‘Com uma poda adequada, em dezembro pode ser colhida uma nova safra’’, informa Aparecido.
O produtor Valdecir Vieira da Silva, de Goioerê, está conseguindo uma renda bruta de R$ 2 mil, em uma área de 1.600 metros quadrados de pomar. ‘‘Como a mão-de-obra é toda familiar, pelo menos 70% desse rendimento vai para o bolso do produtor’’, calcula.
Além da polinização das flores, os extensionistas estão divulgando entre os produtores de Goioerê o ‘‘penteamento’’ das plantas, isto é, a condução dos ramos secundários do pé de maracujá em direção ao chão. A poda das plantas também é um trabalho importante e que vai garantir a formação dos frutos.

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