Manejo do solo também é importante
A boa qualidade do café que está sendo colhido nas lavouras paranaenses tem surpreendido os técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão (Emater). Silézio Abel Demoner, coordenador da área de café da entidade, afirma que as chuvas regulares e as temperaturas amenas têm favorecido a melhoria dos frutos.
A safra é favorável, mas o grande problema que surge com a elevação da produção é a falta de mão de obra durante a colheita. A única saída, salienta Demoner, é investir em colhedoras de café. Além de mais rápida, a colheita mecanizada é mais barata, o que ajuda a elevar os índices de rentabilidade do produtor. Segundo o coordenador, o custo da mão de obra manual tem ficado em torno de R$ 12 a saca, enquanto que o custo de um maquinário sai por R$ 3 a saca.
Demoner observa que o uso da mão de obra manual durante a colheita abrange 60% da produção paranaense de café. O especialista avalia que aqueles produtores que não tiverem condições de arcarem sozinhos com os custos de uma máquina têm a possibilidade de unir-se a cooperativas ou associações de produtores.
Adequar a área de produção da cafeicultura paranaense para a mecanizável é o desafio para o Estado. O motivo se deve ao fato de que uma colhedora necessita de um espaço maior entre as ruas. Segundo ele, o espaçamento varia entre 2,5 metros e 4 metros. Para não perder em produtividade com esse espaçamento, o cafeicultor pode adensar as plantas de café na linha de plantio. "A tendência é de que a mão de obra humana desapareça", enfatiza. Aos poucos, completa Demoner, os produtores estão se conscientizando da importância do uso de novas tecnologias.
Manejo
A tecnologia deve ser utilizada em conjunto com um bom sistema de manejo. "Não adianta só jogar adubo, é necessário fazer a análise de solo e corrigi-lo quando necessário", descreve Demoner. Outra dica do especialista é o uso de restos de folhas e galhos entre as ruas dos cafezais, como é feito em outras culturas, chamado de plantio direto. O sistema permite a manutenção da temperatura do solo e reduz a incidência de erosão. (R.M.)





