O manejo dos peixes ornamentais dá trabalho e exige dedicação diária. ‘‘Tem que gostar para o negócio ir para a frente. porque o dinheiro vem pingado e demora a chegar. É o olho do dono que controla a criação’’, avaliou o produtor João Luiz Schwab.
No sítio de seis alqueires, eles criam oito espécies em uma estrutura formada por uma estufa, cinco tanques de concreto de três a quatro metros quadrados, três tanques de terra de 20 m2, uma represa com 500 m2 e vários aquários e caixas d‘água. ‘‘Tudo é meio improvisado’’, disse.
As matrizes reprodutivas foram formadas pela própria família através da seleção dos peixes com características mais adequadas. Os animais são separados por idade e podem ser comercializados após três meses. O custo de produção é baixo e diz respeito principalmente ao consumo de ração. Por mês, Schwab gasta R$50 com o alimento.
Ele ensina que todos os dias, é preciso sifonar (sugar com uma mangueira) os tanques, aquários e caixas d‘água para retirar a sujeira acumulada. Além disso, o produtor deve observar atentamente a ocorrência de doenças para evitar a contaminação de todo o plantel. Também faz parte da lida selecionar os cruzamentos quando chega a idade certa, trocar os peixes de tanque conforme o tamanho e alimentá-los.
Na criação de peixes ornamentais, a qualidade da água é fundamental. De preferência a nascente deve estar dentro da propriedade para evitar a contaminação da água com enxurradas de lavouras que podem conter substâncias nocivas.

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