Manejo agiliza administração
Atento às informações técnicos, o pecuarista Alexandre Kireeff, que mantém criação de gado puro na região de Londrina e gado para produção extensiva de carne no Mato Grosso do Sul, programa a estação de monta do rebanho todo o ano.
Em muitos anos ele até adianta o período, como forma de administrar melhor os resultados nas propriedades. Quando as condições de clima na região Norte do Paraná possibilitam, Kireeff inicia a estação de monta já em setembro. Tem conseguido bons resultados de fertilidade do rebanho, por volta dos 80%, com uso da inseminação artificial e 87% com a monta natural.
A concentração de parições, segundo o pecuarista, facilita a adoção de práticas como a desmama precoce, a suplementação dos bezerros, a sincronização dos cios e a inseminação das matrizes (para quem adota a tecnologia). Em última análise, lotes uniformes de bezerros proporcionam facilidade na comercialização dos animais, ou para a recria na própria fazenda.
Em rebanhos comerciais, o sistema de monta em que o touro fica no meio da vacada o ano todo, já é considerado um manejo primitivo pela pesquisa e técnicos.
Quem deixa o touro solto com a vacada tem os nascimentos distribuídos ao longo do ano, apesar de uma maior concentração durante os meses de julho a setembro. A ocorrência de nascimentos em épocas inadequadas prejudica o desenvolvimento dos bezerros, devido à maior incidência de doenças e de parasitos, ou à menor disponibilidade de pastagens para as matrizes, durante o período de lactação.
No entanto, a maior desvantagem, que limita a utilização da monta durante todo o ano, é a dificuldade do controle zootécnico e sanitário do rebanho, devido à falta de uniformidade (idade e peso) dos animais. Estes fatores acabam por prejudicar a seleção dos bovinos de maior potencial reprodutivo, em detrimento da fertilidade do rebanho.





