Manejo adequado reduz índices de infestação
A aplicação continuada de um determinado herbicida pode criar plantas de capim-camalote resistentes. Para que isso não ocorra, é necessário um manejo adequado de combate à praga. Na Renuka Vale do Ivaí, usina de produção de açúcar e etanol localizada no município de São Pedro do Ivaí (Norte), o manejo adequado foi essencial para manter a praga sob controle.
Cristiano Seidinger, gerente agrícola da usina, explica que a planta possui uma alta resistência à determinados tipos de herbicidas. Para evitar esse tipo de problema, é adotada na área de produção da Renuka a rotação de produtos para reduzir a possibilidade de aparecimento de plantas resistentes a qualquer tipo de herbicida. "Depois do controle geral, fazemos a cotação localizada com uma bomba pulverizadora", observa.
O gerente salienta que no verão a praga cresce muito rápido, por isso o cuidado deve ser mais acentuado. Seidinger lembra que a área já passou por grandes infestações no passado, mas hoje "nossas áreas estão bem controladas", salienta o gerente agrícola da Renuka. Ele revela que a total eliminação da praga pode nunca acontecer, mas é preciso saber conviver com ela por meio de um manejo adequado que a controle.
Como a cana é uma planta que pode ficar até sete anos em uma mesma área, é difícil eliminar por completo pequenas infestações de capim-camalote. "Só quando é realizada a limpeza total da área durante uma renovação de lavoura isso é possível", enfatiza o gerente. Seidinger lembra que a planta daninha compete com a cana-de-açúcar principalmente em relação à água, luz e solo, fazendo com que a cana acabe reduzindo a sua produtividade.
Seidinger observa que o manejo adequado deve ser seguido à risca por todos. Segundo ele, de nada adianta uma área ser controlada se na propriedade do vizinho nada for feito. "Todos os agricultores devem fazer um esforço em comum para combater o capim-camalote", sintetiza o gerente agrícola da Renuka. (R.M.)





