A deriva, dispersão do defensivo pelo vento, é um dos principais problemas enfrentados durante a aplicação de um produto químico. Nelson Harger, coordenador estadual da área de grãos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), avalia que as novas tecnologias de aplicação, com a adoção do manejo adequado, ajudam a evitar essa situação.
Segundo ele, o sistema de aplicação é muito deficiente, principalmente em termos de qualidade. "É preciso gerenciar o tamanho das gotas de acordo com a necessidade", enfatiza. Harger ainda destaca que gotas muito finas estão sujeitas à deriva. O especialista aponta também que outro erro comum encontrado nas pulverizações é a produção de "fumaça", ocasionada pelas gotas muito finas.
Cada tipo ou estágio da cultura necessita de uma determinada técnica de aplicação. O produtor só irá saber qual utilizar por meio da consulta de um engenheiro agrônomo. Para a pulverização de herbicidas sistêmicos, por exemplo, geralmente as gotas são mais grossas. "Para evitar deriva, a pressão deve ficar abaixo de 50 libras e a velocidade do vento não pode ser maior que 10 km/h", salienta Harger.
No caso de deriva com 2.4 D, por exemplo, plantações vizinhas de frutas podem ser prejudicadas na fase de brotação, já que o defensivo causa desordem fisiológica na planta, comprometendo seu desenvolvimento. "O produto deve ser adequado, com dose correta e aplicação adequada", avalia. Segundo Harger, a cooperativa Integrada de Londrina tem feito um bom trabalho no que diz respeito à aplicação correta de agrotóxicos. (R.M.)

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