Mandioca orgânica ganha espaço
Um grupo de produtores de mandioca de Paranavaí está investindo há pouco mais de um ano na produção de mandioca orgânica. Para isso já montaram até uma associação, a Apropar (Associação de Produtores Orgânicos de Paranavaí) que envolve outras culturas, como soja, milho e hortaliças.
Os produtores de mandioca, segundo o técnico em agricultura orgânica do município, Tarcísio Barbosa Souza Júnior, se prepara para a primeira colheita, em uma área de 1 mil ha, em fase de conversão.
A adoção do sistema busca agradar ao novo nicho de mercado formado de clientes exigentes na qualidade de vida. Este mês eles esperam a visita de técnicos do Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP), para a concessão do selo de produto orgânico.
Tarcíso diz que a comercialização do produto também está sendo organizada, apesar de admitir que a produção ainda não atenderá a demanda. A cidade, informa, possui uma fábrica de fécula já certificada para a produção de amido orgânico''.
A técnica, segundo ele, segue os mesmos princípios da produção de hortifrutis. O tratamento do solo exige primeiro uma boa análise e, depois, são utilizados compostagem e pó de rochas. Ele recomenda também um reforço foliar com caldas compostas de macro e micronutrientes. O controle da lagarta, considerada a principal inimiga da cultura, é feito com o baculovírus (inseticida natural utilizado nas lavouras da soja).
Nos primeiros 90 dias da lavoura a atenção deve se voltar para o mato. ''Mandioca pequena não aceita concorrência'', explica. Tarcísio diz que bastam três capinas e duas aplicações de cultivadores de tração animal para o controle das ervas daninhas.
Em solos cobertos por grama mato grosso, que tem capacidade de buscar fósforo no solo, a mandioca se desenvolve melhor. Quando ela está em áreas de braquiária ou capim brizantão a cultura exige mais atenção.





