O Paraná é o segundo produtor nacional de mandioca, destacando-se pela produtividade ao redor de 21 toneladas/ha, gerando cerca de 3,4 milhões de toneladas de raízes de mandioca anualmente, que corresponde a mais de 15% da produção nacional.
Cerca de 70% das raízes são destinadas para a indústria. O Estado é o principal pólo de industrialização de mandioca, contribuindo com 70% da fécula (amido de mandioca) produzida no Brasil. Além do amido, o Paraná também produz outros derivados da mandioca como os amidos modificados de vários tipos (cruas, torradas e temperadas) conforme a exigência dos consumidores, principalmente dos estados do Nordeste, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em todo Estado, estão envolvidos com a produção da mandioca mais de 30 mil produtores que plantam tanto para o mercado quanto em regime de subsistência, para a sua própria alimentação e a de seus animais. A cultura é intensiva em mão-de-obra: 1 ha de mandioca emprega 65 dias homem por ano e o seu ciclo é relativamente longo, em torno de 9 a 18 meses.
A cultura da mandioca possui grande adaptação nas diversas condições de clima e solo do Estado. Apresenta, ainda, algumas vantagens em relação a outras culturas: boa rentabilidade, menor risco de perdas, possibilidade de colheita na época em que o produtor considerar mais conveniente.
O agronegócio da mandioca está em fase de intenso desenvolvimento, apresentando interesse nacional e internacional devido as grandes possibilidades de agregação de valor aos produtos derivados da mandioca ou utilização como insumos em diversos produtos da indústria de carnes, massas alimentícias, medicamentos, tecidos, embalagens biodegradáveis, etc.

Fonte: Paraná Agroindustrial

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