Maior maltaria comercial do Brasil, a Agromalte processa 130 mil toneladas (t) de malte/ano, sendo 90 mil t referentes a serviços prestados à Companhia de Bebidas das Américas (AmBev). Parte integrante do complexo industrial da Cooperativa Agrária Mista Entre Rios, localizada a 20 quilômetros de Guarapuava, a fábrica quer expandir sua capacidade em mais 80 mil t no próximo ano.
Segundo o coordenador Frank Nohel, 50% da cevada recebida é proveniente da produção dos cooperados da Agrária e o restante é fomentado pela cooperativa entre produtores não-associados da região. Ao chegar à maltaria, a cevada passa por uma análise laboratorial, que confere a uniformidade dos grãos, teor proteico, percentual de impurezas, teor de umidade e poder germinativo, que deve estar acima de 95%. Antes de serem malteados, os grãos passam por um processo final de limpeza e classificados para a germinação.
O processo de malteação, explica Nohel, reúne três etapas: maceração, germinação e secagem. A maceração consiste em mergulhar a cevada em água potável, a uma temperatura de 20 graus celsius, por um período de seis a 10 horas. ''Quando colhido, o grão tem apenas 10% de umidade e com a maceração ganha até 38% de umidade'', aponta o coordenador da maltaria.
Após a maceração, os grãos úmidos são transferidos para caixas de germinação, onde permanecem por quatro dias e meio. A secagem, que completa o processo de fabricação do malte, dura 24 horas e é responsável pela fixação das qualidades do malte, que irá determinar se ele será claro ou escuro. ''O grão da cevada passa de 45% de umidade para 4,5% de umidade devido à exposição ao calor, que pode chegar a 80 graus celsius'', calcula Nohel. Após a secagem, é feita a degerminação, quando são retiradas as pequenas radículas que se formam nos grãos. ''Este subproduto é aproveitado na fabricação de ração'', aponta.
O produto final da malteação é analisado em laboratório e só então os lotes são armazenados. A venda pode ser feita a granel ou em sacas de 50 quilos. (M.G.)

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