Milton DóriaNovidadeA malha instalada na estufa tipo túnel. A irrigação pode ser feita sobre a manhaUma nova tecnologia para proteção das plantas foi apresentada aos olericultores e floricultores durante reunião ontem na Via Rural, a ‘‘fazendinha’’ da Expo’97: trata-se de uma malha feita de plástico hidrófilo que absorve umidade, além de permitir a passagem de luminosidade, reduzir a temperatura diurna, conservar a temperatura à noite, proteger contra a geada, e se adapatar a qualquer tipo de clima.
O criador da tecnologia, o agrônomo japonês Fukumi Kamizono, informou que esta malha é usada há mais de 20 anos na agricultura, no Japão, e agora começa a ser testata na proteção dos animais. Estão estudando também a confecção de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para pessoas.
Fukumi conta que a idéia de desenvolver este produto surgiu do uso da palha de arroz na proteção do solo e plantas, o que é largamente aplicado no Japão. Ele desenvolveu então um produto sintético que tem as mesmas características e função da palha de arroz.
A malha está sendo lançada agora no Brasil e pode ser usada em estufas tipo túnel, como teto, cortina lateral ou forro. Existem vários tipos dessa malha que podem ser escolhidos de acordo com a necessidade de cada produtor e cada cultura.
Milton DóriaSeigi Igarashi e Fukumi Kamizono mostrando os diversos tipos de malha
Vários tiposO agrônomo Seiji Igarashi, representante do novo produto no Paraná, informou que o tipo natural, transparente, deve ser utilizado para culturas que exigem mais luz. Já o tipo White é repelente a insetos, o tipo Silver (prateado) dá um certo sombreamento e reduz a temperatura.
Na proteção contra geada, não há necessidade de estrutura para sustentar a malha. No caso do café, por exemplo, a malha pode ser colocada diretamente sobre as plantas.
Segundo o representante para América Latina, Emerson Shiromaru, o custo da malha varia de US$ 2 a US$ 6 o metro quadrado, dependendo do tipo. Cinco a seis vezes mais cara que o plástico comum de estufas. ‘‘É um custo alto, por que o frete ainda é aéreo, mas deve ser reduzido assim que passarmos para o transporte marítimo’’, reconhece Emerson.
DivulgaçãoA malha está sendo testada na Zona Experimental de Agropecuária do Japão para proteção contra o solLançamento
A durabilidade da malha é de no mínimo 10 anos, e depois de usada é facilmente degradável, não poluindo o ambiente. ‘‘Basta queimar ou ferver que ela volta a sua fórmula inicial que é oxigênio e água’’, garante o inventor.(Cristina Côrtes)

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