Makiyama, pesquisador nato
Aos 67 anos, Miguel Makiyama se define como um pesquisador nato. Há 54 anos ele começou a desenvolver a nova variedade de abacate, que revolucionou o mercado brasileiro desta fruta. Hoje, dedica-se à pesquisa de novas variedades de caqui, mais resistentes às pragas e intempéries e, nas horas vagas, cultiva orquídeas. ''Sempre gostei de natureza, árvore, frutas. Planto arroz e feijão para subsistência, mas gosto mesmo é de cultivar abacates e caquis''.
O produtor vive há 40 anos com a esposa Margarida, 64, em um sítio na Colônia Esperança, em Arapongas, onde criou sete filhos. Mas nem sempre foi agricultor. ''Passei 16 anos da minha juventude tocando violão e clarineta, mas como a música não dá dinheiro, tive de trabalhar no sítio deixado pelo meu pai'', contou.
A experiência adquirida com o trabalho na lavoura foi complementada por cursos em laboratórios londrinenses e hoje, Makiyama é requisitado para realizar palestras em todo o Brasil. ''Meu objetivo é plantar e descobrir novas variedades. Quero oferecer novidades que fortaleçam a agricultura e deixem outros produtores felizes também'', concluiu. (M.G.)





