Mais uma semana de preços baixos no PR
De segunda a quinta-feira o mercado físico do milho nas regiões Norte, Noroeste e Oeste esteve completamente travado, como na semana anterior. No Sudoeste, suinocultores compraram pouco. O único movimento ficou por conta das granjas que não fazem estoque de ração. As grandes indústrias de ração se mantiveram fora do mercado, o mesmo ocorrendo com as grandes indústrias moageiras das regiões norte e sul do estado.
Segundo a Granoeste, de Cascavel, os consumidores, em sua maioria, continua fora do mercado, com atenção voltada para a recepção do milho direto da lavoura. Os preços para lotes disponíveis, na terça-feira, giraram em torno de R$ 14,00. Mas no Norte e Norte Pioneiro, o preço pago ao produtor não passou de R$ 13,00, bem abaixo, portanto, dos preços cotados diariamente no mercado de lotes ou pela Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F).
Segundo a Granoeste e o Deral, o clima nas regiões produtoras - exceção apenas do Sul do Estado - tem contribuído de forma excepcional para a cultura do milho safrinha. A Granoeste estimou esta semana que praticamente 90% das lavouras já se encontram com a produção garantida, isto é já escaparam das geadas. As áreas já colhidas no Oeste do Estado têm apresentado produtividade acima de 6.000 quilos por hectare.
Diante dessas informações, a conclusão é que as previsões oficiais de uma colheita de 4,2 milhões de toneladas estão se confirmando. A Groneste admitiu esta semana que a previsão pode até ser ultrapassada.





