A massa de ar quente e seco continuou predominando sobre o Norte do Paraná e Sudeste do Brasil durante a semana, dificultando o deslocamento das frentes frias que permaneceram estacionárias no Sul do Brasil, causando apenas chuvas esparsas sobre o Paraná. Devido a esta situação, as temperaturas permaneceram muito elevadas e as condições de seca se acentuaram no Norte.
As temperaturas atingiram 6 a 8 graus acima da média esperada para outubro em diversos locais, aumentando as perdas por evaporação e acentuando o estresse das plantas e animais.
Nas regiões Norte e Noroeste as temperaturas máximas diárias atingiram valores entre 32 e 38 graus, sendo as mais elevadas registradas no dia 11, com 38,7 graus em Cambará, 37,4 graus em Paranavaí e 36,5 graus em Londrina. Nas demais regiões também houve temperaturas elevadas, registrando-se 34,5 graus em Ponta Grossa, 33,4 graus em Foz do Iguaçu e 31,9 graus em Pato Branco.
As chuvas se concentraram na região Sudoeste, com totais variando entre 0 e 120 mm. As maiores precipitações foram registradas em Pato Branco (113 mm), São Miguel do Iguaçu (111 mm), Nova Prata do Iguaçu (88 mm) e Quedas do Iguaçu (80 mm). Na região Norte houve algumas chuvas esparsas que praticamente não foram registradas nas estações meteorológicas.
As temperaturas elevadas acentuaram as perdas de umidade do solo por evapotranspiração, que atingiram entre 4 a 6 mm/dia no Norte. A água disponível no solo é crítica na região Norte, situando-se abaixo de 25% da capacidade máxima em praticamente todos os municípios. A deficiência hídrica do solo na camada de 0 a 40 cm de profundidade nesta região é de 30 a 50 mm.
Nas regiões Sul, Sudoeste e Oeste a umidade do solo é adequada na maioria dos locais. Na região Central a situação é intermediária, sendo que a faixa leste desta região, próximo de Jaguariaíva, já apresenta condições críticas de umidade.
O déficit hídrico e as altas temperaturas começam a prejudicar as lavouras de milho em fase inicial de crescimento, predispondo as plantas ao ataque de lagartas. Também são desfavoráveis para o pegamento da florada do café, retardam a brotação das pastagens e causam estresse nos animais, com reflexos negativos no ganho de peso.
Maiores detalhes desta edição são apresentados no endereço www.pr.gov.br/iapar/sma

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