Os agricultores familiares e assentados da reforma agrária que tiverem parcelas dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera) já vencidas ou que vencerão em 2006, na modalidade investimento, poderão ter o prazo de vencimento prorrogado. Para receber o benefício, os interessados devem apresentar seu pedido documentado e assinado na instituição financeira onde foi contratado o crédito até o dia 31 de julho.
Já os produtores que tiverem operações do Pronaf dos grupos A/C, C, D e E ainda em aberto, na modalidade custeio, também poderão quitar suas dívidas. As operações de custeio para os cultivos de algodão, arroz, feijão, mandioca, milho ou soja e para a pecuária leiteira que venceram desde janeiro ou ainda vão vencer este mês poderão ser pagas também até o dia 31 de julho. Os agricultores familiares que saldarem seus financiamentos desses produtos terão um bônus de até R$ 2 mil por empreendimento. Esse bônus também vale para as operações que vencerão entre agosto e dezembro.
A porcentagem do rebate, no entanto, é diferenciada para cada produto: arroz 30%; soja 25%; milho 22%; algodão 20%; mandioca e feijão 15% e atividade leiteira 12%.

Garantia de preço mínimo - O governo federal acaba de destinar ao Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), uma parcela de R$ 150.014 milhões para aquisição de algodão, arroz, milho, sisal, sorgo, fécula de mandioca, feijão e sacaria. Outros R$ 38.380 milhões serão liberados para atender gastos com carregamento e administração dos estoques oficiais.
O valor foi aprovado durante reunião entre técnicos dos ministérios da Agricultura, da Fazenda, Conab e Banco do Brasil. De maio até agora, o governo já aprovou cerca de R$ 480 milhões para a PGPM. Os produtos são destinados principalmente à formação de estoques públicos e à garantia e sustentação de preços no mercado.

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