Imagem ilustrativa da imagem <span style="color: rgb(0, 0, 0);">Mais uma agressão à natureza: q</span><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: inherit;">uem assumirá a responsabilidade?</span>
| Foto: Reprodução

A intoxicação de trabalhadores rurais e a morte de milhares de aves pelo uso de dois agroquímicos foi assunto de capa da Folha Rural no dia 20 de abril de 1979. Os dois produtos altamente tóxicos (Furadan 350 F e Carbofuran 375) eram usados para tratamento da semente do trigo contra a lagarta elasmo. O caso mais grave ocorreu em uma fazenda em Alvorada do Sul, onde de nada adiantaram as máscaras protetoras.

Além da toxicidade dos pesticidas, os trabalhadores estavam fazendo a mistura há vários dias, ficando muito tempo em contato com o veneno, pois a fazenda iria utilizar sementes tratadas em uma área de 300 alqueires, consumindo cerca de 8 mil litros do veneno.

Na propriedade, oito trabalhadores se intoxicaram e um deles exigiu internamento, além de casos em outras propriedades em Alvorada do Sul e Sertaneja. As aves que comeram as sementes tratadas logo após a semeadura tiveram morte quase que instantânea.

Segundo informou oficialmente a Secretaria de Agricultura, foram 18 casos graves em menos de 10 dias de preparo da semente de trigo. A secretaria já tinha determinado a suspensão da venda dos produtos.

Médicos ouvidos pela reportagem reclamaram da falta de informação tanto dos trabalhadores para lidar com os produtos, como dos profissionais da saúde sobre a formulação desses produtos para saber como administrar o tratamento. Sem saber dos riscos, muitos moradores da zona rural aproveitavam na cozinha as embalagens de venenos.

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