O fenômeno da alta temperatura desde março, considerado o mês mais quente até agora, prejudicou também as lavouras de feijão. Produção de feijão no Paraná foi de 450 mil t/2001. Na região Norte foram produzidas 95 mil t no ano passado. A estimativa para este ano (85.900), além de menor não deverá ser ser atingida.
Segundo o Iapar, as temperaturas elevadas acentuaram as perdas de umidade do solo por evapotranspiração, que atingiram entre 4 e 6 mm/dia no Norte. A quantidade de água disponível no solo é crítica nesta região, situando-se abaixo de 25% da capacidade máxima em todos os municípios.
A cultura de feijão é muito sensível à altas temperaturas associadas à falta de chuva. Temperaturas acima de 30 graus com falta de chuva provocam abortamento da flor, impedindo a formação da vagem. Feijão das águas tem o plantio entre julho e setembro. As lavouras plantadas em setembro estão agora em fase de floração.
Com uma área de 106 mil ha destinadas ao feijão, o que corresponde a 9,5% da área do Paraná, muitas lavouras da região Norte estão em fase de floração. Em Ivaiporã e Jacarezinho, 30% estão nesta fase; em Londrina, 70%.
Segundo dados do Deral, estas lavouras provavelmente terão quebra, mesmo que chova nas próximas horas.

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