Mais renda e menos estresse
''A economia familiar também serve para evitar doenças como o estresse. No momento em que estão trabalhando manualmente elas não pensam nas dificuldades que todo mundo tem. Isso diminui bastante a tensão diária''. É exatamente este o motivo que levou Sônia Petry, extensionista de bem-estar social da Emater/RS, a reunir um grupo de 18 mulheres residentes em Fontoura Xavier, no interior do Rio Grande do Sul, para participar do projeto que ensina comercializar crochês, artesanatos em madeira, pinturas e chinelos produzidos naquelas horas ociosas do dia.
Janete Saggin sempre gostou de aproveitar seus momentos de folga e até mesmo a hora da novela - que considera seu momento ''sagrado'' - para tricotar. Antes, a produção servia mais para presenteara amigos e familiares. Atualmente, ela chega a vender até sete peças por mês em grandes feiras e eventos organizados pelo grupo que participa. ''Somando tudo, dá uma renda de um salário mínimo. Eu aproveito os momentos livres para tirar um dinheiro para mim também'', comemora.
De acordo com Sônia, a finalidade do trabalho é auxiliar estas família a agregar valor à propriedade. Mensalmente são vendidas cerca de 700 peças em grandes feiras e eventos organizados pelas esposas de pequenos produtores. ''Procuro estimular uma produção bem diversificaca de peças, mas o mais importante é mostrar que a base de tudo é prezar pela qualidade'', arremata. (R.O.)





