Dentro da proposta de reestruturação da fiscalização da sanidade no Estado, foram implantados postos de fiscalização com funcionamento durante 24 horas. A fiscalização que, até fevereiro era atribuição da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), passou a fazer parte da administração direta da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Para tanto foram contratados 324 servidores, dos quais 264 técnicos agropecuários, 20 médicos veterinários e 20 engenheiros agrônomos. Além disso, em 2007 haviam sido contratados 150 servidores para atuação em 132 unidades veterinárias.
''A volta da fiscalização para a Seab fortalece a vigilância, mesmo sendo feita por uma empresa vinculada'', observa Silmar Burer, chefe do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) da Seab. Outro ponto importante, segundo ele, é a conscientização de produtores e entidades ligadas ao setor produtivo sobre a questão sanitária. ''Também foram implantados cursos de especialização, nas universidades Federal do Paraná e Estadual de Londrina, de Gestão em Defesa Agropecuária. Os cursos são o alicerce das políticas públicas'', comenta ele.
Também estão sendo estruturados a logística dos postos de fiscalização, como a aquisição de 200 veículos destinados para sanidade agropecuária. Os recursos - de cerca de R$ 9,3 milhões - vieram do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. ''É o maior volume de recursos já destinados ao Paraná exclusivamente para investimentos em infraestrutura, como veículos, computadores e móveis'', diz o chefe do Defis. Na sua avaliação, a sanidade sempre foi assunto importante para o Estado. (F.M.)

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