A Cooperativa Integrada já está plantando os pés de laranja do projeto Sucos. O objetivo da cooperativa é implantar 300 mil mudas até julho, seguindo um planejamento baseado na intenção de plantio dos cooperados.
Esse trabalho faz parte da primeira etapa do projeto, que tem como principal objetivo propiciar mais uma opção de renda aos associados com a produção de frutas no norte do Paraná. Consolidada a implantação dos pomares, que prevê uma área inicial de cinco mil hectares (ha), a Integrada irá começar a fase de implantação da indústria, também na região norte do Estado.
Mais de 80 associados já aderiram ao projeto e os trabalhos de adequação técnica das áreas - estimadas em dois mil ha - estão em andamento. ''Realizamos reuniões em todas as unidades que fazem parte do projeto e colhemos as intenções de plantio. Agora estamos começando os trabalhos técnicos nas áreas de plantio, como análises de solo e exigências legais'', explica o engenheiro agrônomo da Integrada, Paulo Emerson Carvalho, responsável técnico pela implantação dos pomares.
As mudas são fornecidas por viveiros credenciados pela Secretaria da Agricultura, garantindo os aspectos fitossanitários. A implantação dos pomares será supervisionada pelo corpo técnico da cooperativa.
Carvalho destaca que esses cuidados são fundamentais para assegurar a sanidade dos pomares. ''As mudas são uma das principais disseminadoras de doenças, que só vão aparecer quando as plantas já estiverem adultas. Por isso, é importante a garantia de procedência e acompanhamento técnico na implantação dos pomares'', explica.
Os investimentos da cooperativa no projeto são de mais de R$ 35 milhões. A fábrica terá capacidade de esmagar, por dia, 3 milhões de caixas de 40,8 kg.
Primeiras mudas
O produtor João Keiti Arabori, de Assaí, foi o primeiro cooperado da Integrada a implantar o pomar para o projeto Sucos. A área que abriga os quase três mil pés de laranja foi estrategicamente escolhida na propriedade pela possibilidade de implantação de irrigação por gravidade a longo prazo.
O custo inicial de implantação dos laranjais foi de R$ 2 mil/ha, incluindo mudas e tratos culturais. A princípio, foram plantados apenas 3 hectares, mas a intenção é aumentar a área para 20 ha. ''Para sobreviver na atividade hoje em dia, o produtor tem que diversificar a renda. Esse pomar é a nossa aposentadoria'', assegura João Arabori.
Já o produtor Osvaldo Nobuyuki Nagatsuyu, também de Assaí, já tem experiência com fruticultura. Antes de aderir ao projeto, ele mantinha uma área com cultivo de uvas. Mas como a cultura não estava trazendo a rentabilidade esperada, ele aproveitou a oportunidade e substituiu os parreirais pela citricultura.
Para iniciar a atividade Osvaldo plantou apenas mil pés, mas a intenção é triplicar esse número nos próximos anos. ''A citricultura é uma atividade que tem se mostrado muito viável com perspectivas muito boas de mercado'', aposta. ''Alem disso, temos uma tranquilidade maior na comercialização, já que a indústria instalada pela cooperativa aproveitará toda a produção'', completa o cooperado.

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