Dentro dos quatro pilares da administração rural, o controle da propriedade envolve o maior número de agentes: natural, físico, financeiro, humano e social. Segundo o instrutor Vidal Campos, administrar bem é saber aproveitar racionalmente os recursos que a natureza dá, entre eles a qualidade do solo, a hidrografia, a topografia e a densidade pluviométrica.
  O produtor também deve conhecer a fundo todos os bens físicos da propriedade, os quais englobam as benfeitorias, as máquinas e equipamentos, os animais de produção e trabalho e as lavouras permanentes. ‘‘O controle financeiro é dos mais importantes, pois diz respeito ao dinheiro do produtor rural, obtido por meio de financiamento, comercialização de produtos e prestação de serviços’’, assinala Campos.
  Segundo ele, o agricultor deve analisar a real necessidade de imobilizar o capital antes de planejar qualquer atitude. ‘‘O que falta no meio rural brasileiro é capital de giro, uma ferramenta essencial para o produtor quando não há liquidez de mercado, como acontece hoje’’, diz. ‘‘O planejamento estratégico surge então como o principal instrumento para uma boa administração rural’’, completa o instrutor.
  Para ele, o capital humano é o mais importante dentro de uma empresa e no meio rural não deve ser diferente. Treinamentos, palestras, dias de campo são fundamentais para a capacitação e atualização dos trabalhadores rurais, sejam eles funcionários ou os próprios donos da propriedade. Respeitar as leis trabalhistas também é regra. ‘‘O recrutamento e a seleção dos profissionais deve fazer parte do planejamento estratégico, mas ainda é pouco praticado no campo bra-sileiro’’, avalia.
  De acordo com Campos, quanto mais valorizado, mais retorno o trabalhador rural trará para o empresário do campo. ‘‘Faltam profissionais qualificados, por isso ainda tem muito espaço para o trabalhador rural no mercado de trabalho’’, finaliza. (M.G.)

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