Mais fruta brasileira na ceia
Jota Oliveira
De Londrina
O engenheiro-agrônomo Paulo Fernando de Souza Andrade, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em comentário dvulgado no começo desta semana sobre a atualidade e tendências da fruticultura paranaense, prevê que as restrições às compras de produtos importados forçarão o consumidor brasileiro a colocar mais frutas nacionais nas ceias Natal e Ano Novo.
Analisando a variação dos preços das quatro principais frutas (laranja pêra, banana nanica, maçã e uva fina de mesa) encontradas no varejo, Andrade observa que apenas o preço da laranja pêra é menor do que o preço médio do ano passado. Deve-se levar em conta ressalta o agrônomo que durante o ano de 99 a laranja pêra foi a única fruta que apresentou queda nas cotações, devido principalmente a um excesso de oferta de laranjas nas gôndolas.
A banana nanica caturra manteve um comportamento estável. Foi cotada a R$ 0,56-kg, com picos sazonais previsíveis durante o ano. Os estoques frigorificados da maçã nacional estão no fim, os preços voltaram a patamares acima de R$1,50-kg, e em outubro superaram em 33% as cotações de setembro.
Já a uva fina de mesa apresentou queda nas cotações do inverno, com a entrada da safra temporã. No entanto, estabilizou seus preços ao redor de R$2,20-kg, segundo a análise do agrônomo do Deral.
LondrinaEm breve a produção de frutas exóticas, como a atemóia, poderá ser introduzida na renda suplementar de propriedades rurais da região de Londrina, no Norte do Paraná. A idéia de estimular a fruticultura está sendo debatida pelo Sindicato Rural de Londrina, Iapar, produtores e outros interessados. Tem havido especial interesse pelo plantio de banana, laranja e também frutas exóticas (que não são produzidas normalmente na região).
O tema é o principal objetivo do Grupo de Fruticultura organizado pelo Sindicato Rural de Londrina e coordenado pelo engenheiro-agrônomo Paulo Tadeu dos Santos Marcondes, mestre em fruticultura que, a serviço da Codepar, trabalha na fiscalização do projeto Paraná 12 Meses, do Governo do Estado.
Paulo observou que nos últimos 10 anos a fruticultura perdeu espaço nesta região, enquanto outras atividades cresciam. Agora o Sindicato está retomando a discussão do assunto. Isto é, a iniciativa privada chamando o Estado para discutir fruticultura, comentou o agrônomo, lembrando-se do tema que tem sido colocado para análise: Você já pensou em diversificar sua propriedade com frutas?
Marcondes diz que a produção de laranja aumentou na região de Londrina e a de uva caiu, enquanto crescia na região de Maringá, onde somente no município de Marialva há 1.300 hectares de uvas. Na região de Cornélio Procópio foi introduzido o cultivo de bananas. As espécies de frutíferas estão sendo introduzidas conforme o microclima de cada região. Tem que ter um módulo mínimo por região e propriedade, lembra Marcondes.





