Mais frio e mais seco neste ano
Jota Oliveira
O inverno começou às 16h49 de segunda-feira, 21/6 e terminará às 8h30 de 23 de setembro. Além de situações comuns no período, como declínio da temperatura, formação de geadas nas áreas propícias; diminuição das chuvas, céu claro, e nevoeiro, a persistência de La Niña cria condições para temperaturas e precipitações abaixo do normal (para a época) na maior parte do Brasil, principalmente na região Centro-Sul e frentes frias que passarão do Litoral Sul da Bahia.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as frentes frias que normalmente chegam ao Litoral Sul da Bahia, poderão alcançar, neste inverno, o leste de Pernambuco e provocar chuvas no Litoral.
Frio no SulO Inmet lembra o comportamento histórico do clima em cada região, e faz previsão com base nas condições atuais identificadas por satélites e postos de coleta de dados em terra. No Sul, caracterizado por temperaturas mais baixas do que as demais regiões do País, é comum a formação de geadas e, eventualmente, queda de neve (como ocorreu no último outono). As temperaturas mínimas frequentemente chegam a valores abaixo de zero nas áreas serranas e de planalto, e os ventos sopram com maior intensidade nesta épóca ano.
Após informar que a continuidade de La Niña pode influenciar de maneira significativa, o inverno na Região Sul, favorecendo a entrada, com maior frequência, de massas de ar polar, com deslocamento continental e de maior intensidade, o Inmet avisa: Portanto, pode-se esperar um inverno com temperaturas abaixo da média e irregularidade na precipitação (chuva abaixo do normal). Esta situação, acrescenta, indica que poderemos ter um maior número de dias com ocorrência de neve, formação de geada e temperaturas mínimas absolutas negativas, principalmente nas áreas serranas e planalto. As temperaturas poderão atingir médias mínimas de aproximadamente 4ø C no Planalto Sul de Santa Catarina e região serrana do Rio Grande do Sul, e médias máximas em torno de 24ø C no Norte e Oeste do Paraná.
SudestePara o Sudeste as previsões são igualmente preocupantes. O Inmet lembra que, conforme informações históricas, durante o inverno as frentes frias costumam passar com mais frequência sobre aquela região, juntamente com massas de ar frio que se tornam mais intensas no período. A umidade relativa do ar cai a níveis bem baixos, inibindo a formação de nuvens. As chuvas escasseiam e a estação é muito seca, enquanto as temperaturas caem muito, especialmente nas regiões serranas. A probabilidade de geadas aumenta, sobretudo em julho e início de agosto, em São Paulo e Sul de Minas Gerais. A temperatura média máxima poderá oscilar entre 8 e 19ø C e a média das máximas variar de 21 a 30ø, podendo atingir valores absolutos abaixo de zero grau nas regiões serranas, com a entrada de massas de ar mais intensas. Baseando-se na previsão dos modelos climáticos e em dados históricos, a tendência é de chuva ligeiramente abaixo do nornal, e as temperaturas também devem se manter abaixo da média.





