Mais enxuta e rentável, suinocultura ganha novo fôlego no Paraná
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sexta-feira, 09 de maio de 2014
Reportagem Local 
Em 2012, o suinocultor paranaense teve pesadelos com o preço do milho. A alta da commodity insumo responsável por 70% do custo de produção atingiu níveis elevados e atrapalhou a comercialização do animal no Estado. Associado ao valor da saca do grão, a alta oferta de carne no mercado forçou os preços para baixo, fazendo que os produtores não atingissem os patamares mínimos para obter lucratividade.
Mais uma vez quem suportou a pressão imposta pelas situações recorrentes do mercado agora pode se tranquilizar. Os preços voltaram a patamares interessantes, ultrapassando em diferentes meses a casa dos R$ 3 e desde o final do ano passado a comercialização está mais enxuta, porém rentável. O cenário positivo do biênio 2013/14 leva os especialistas a acreditarem num aumento de produção que pode variar entre 15% a 20% - dependendo da demanda e atingir a casa das 730 mil toneladas no Estado, de acordo com estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado do Paraná (Seab).
Há 40 anos no mercado, o suinocultor de Arapongas proprietário da Granja Peru, Nelson Guidoni, é exemplo que o trabalho sério traz resultados. Guidoni atua em todas as áreas da cadeia, tanto na produção de matrizes (melhoramento genético) como também a comercialização direta para abate. Hoje, o produtor conta com 500 matrizes em sua granja e comercializa em torno de 180 animais por semana, entre reprodutores e terminados. "Já fechamos 2013 de forma muito positiva, com preços ótimos. Agora, o milho voltou a subir um pouco, mas o mercado continua positivo e estabilizado", relata ele.
Leia mais sobre o cenário da suinocultura paranaense na reportagem de Victor Lopes na Folha Rural deste sábado.


