Enquanto os governos criam embaraços e dificultam a vida dos agricultores (com impostos, leis absurdas e falta de apoio logístico, com acontece no Porto de Paranaguá), esses mesmos produtores continuma gerando empegos, produzindo alimentos baratos e recolhendo impostos.
Exemplo? O mais recente exemplo foi divulgado esta semana pela Agência Estado, com dados da Confederação Nacional da Agricultura. O emprego com carteira assinada no campo cresceu 36,7% no primeiro bimestre deste ano.
Isto ocorre num momento em que a economia brasileira afunda em recessão e não oferece emprego nem informal quanto com registro.
O campo salva o Brasil, embora seus agentes, os agricultores, não tenham apoio e ainda vivem sob ameaças.
O que diz a informação da CNA: O saldo de empregos neste ano é muito superior ao do ano passado e de períodos anteriores'', comemorou o assessor técnico da CNA, Luciano Carvalho. Em igual período de 2003, o saldo foi de 18.400 empregos. O levantamento é feito com base em dados do Cadastro Geral do Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho, que passou a armazenar informações em maio de 1999.
Portanto, além de recordes na balança comercial e do aumento de participação no Produto Interno Bruto (PIB), outra boa notícia que vem do campo é que o saldo de empregos ligados à atividade agrícola no primeiro bimestre é o maior desde 2000. No primeiro bimestre o saldo foi de 25.159 empregos, resultado da contratação de 170.097 trabalhadores e demissão de 144.938. Os números referem-se apenas aos empregos formais, de carteira assinada, e mostram crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período de 2003.
O saldo de empregos formais no campo somou cerca de 220 mil pessoas entre os meses de junho e outubro, período de plantio. ''As contratações do setor agrícolas são intensas num momento em que outros setores da economia demitem. A agricultura, nesse período, serve como amortecedor social'', explicou Carvalho. ''Em 2002 e 2003, o setor agropecuário foi responsável pela criação de 98,7 mil novos empregos.''
''O crescimento da produção, clima favorável e investimentos em tecnologia foram determinantes para esse resultado'', explicou. Ele alertou, no entanto, que a tendência de formalização no campo pode ser ameaçada pela elevação da carga fiscal, resultado da reforma tributária. No balanço por região em 2003, foram criados 16,5 mil empregos na região Sudeste e 14,2 mil na região Nordeste. As regiões Centro-Oeste e Sul criaram, em média, cada uma, 12 mil empregos. Carvalho destacou que o crescimento do nível de emprego na região Nordeste deve-se principalmente à expansão da fruticultura na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte e ao aumento da produção de cana-de-açúcar.

mockup