O paranaense José Carlos Belon sempre ouvira falar do trabalho realizado pelo Iapar. Mas foi na safra de 2002 que ele começou a plantar, numa área de 10 hectares, a variedade de milho branco IPR 119, um híbrido duplo de alto potencial produtivo, voltado mais para o mercado de canjica, fubá, amido, farinha e silagem. ''Hoje, o IPR 119 e o IPR 127, este um híbrido simples que emprega alta tecnologia, estão plantados pelo Brasil inteiro'', orgulha-se entusiasmado.
Belon, que já vinha de uma família com tradição na produção de sementes, encontrou no Iapar as ferramentas que procurava para crescer. ''Antes de o IAPAR entrar no mercado de milho branco, tínhamos materiais antigos, o grão era de qualidade inferior, havia baixa tecnologia, baixa oferta de sementes e as empresas que processavam esses materiais cobravam muito caro. O produtor sofria demais'', conta.
A parceria com o Instituto Agronômico do Paraná foi ''um divisor de águas'', frisa. ''Quando entramos no mercado conseguimos de imediato reduzir o custo da semente em torno de 10 a 20% em relação aos preços cobrados pelas multinacionais. Esses índices permanecem até hoje'', afirma.

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