Mais diversificação, mais sustentabilidade
Sérgio Gunji, é um exemplo de pequeno produtor que, ao praticar a diversificação de cultura, não só aumentou a renda da propriedade, como ganhou segurança contra quebras de safra e volatilidade de preços que possa atingir algumas culturas. Em 120 hectares de propriedade, 48 são voltados para a produção de frutas (uva, laranja, manga, maçã e lichia) e 7 hectares para hortaliças (abobrinha, chuchu, berinjela e pimentão).
''Com essa diversificação, tenho praticamente produção o ano todo'', comemora o produtor. Segundo ele, esse sistema é uma saída para o produtor manter uma renda mensal estável. Gunji aconselha todos os agricultores a fazerem a diversificação, mas alerta que essa prática sempre deve ser monitorada por um engenheiro agrônomo.
O produtor acrescenta que outro benefício da diversificação é a proteção financeira da propriedade.''Se um dos meus produtos tiver uma quebra de safra ou queda de preço, eu tenho outras culturas que segurarão a minha renda'', destaca Gunji. Além disso, o agricultor utiliza todos os espaços de produção de forma sustentável.
A pecuária como opção
João Atalaia de Resende Neto, agropecuarista da região de Cornélio Procópio, é um exemplo de que o uso da produção sustentável pode trazer lucro para dentro da propriedade e que a pecuária pode ser uma opção. Com foco na criação de gado de corte, o também produtor de grãos e cereais, realizou uma série de trabalhos em sua fazenda para alcançar a sustentabilidade que hoje é revertida em ganhos financeiros.
Um dos focos do produtor para alcançar esse feito é aumentar o número de animais por área, utilizando cada vez menos áreas de pasto. Neto investe na recuperação de suas pastagens para ter condições de colocar mais animais em uma determinada área. Hoje ele tem 2,5 cabeças por hectare. Porém, quando esses investimentos não eram realizados, a média da propriedade era de 0,5 animais por hectare.
Investir nas pastagens, segundo Neto, significa aumento na produtividade e menor expansão de área para pecuária. ''A nossa meta é conseguir colocar até 6 cabeças em cada hectare nos próximos anos'', ressalta. Segundo ele, o meio ambiente também sai ganhando com isso. ''Anos atrás, quando a palavra sustentabilidade não estava tanto em evidência, era comum um pecuarista utilizar o pasto até esgotar os nutrientes do solo e, logo após, migrar para áreas mais produtivas'', explica.
Hoje, acrescenta Neto, o cenário é diferente, pois os produtor percebeu que investir na qualidade dos pastos e aumentar o número de animais por hectare, além de ser uma prática sustentável, traz um bom retorno financeiro devido ao aumento da produtividade dos animais. ''Vale a pena adubar e fazer as correções do solo, porque o volume de carne produzido é maior'', salienta.
O produtor destaca que o investimento não é alto. Ele completa que uma correção de solo bem feita é o suficiente para inserir seis animais por hectare. Esse investimento, aponta Neto, não chega a ultrapassar R$ 500 por hectare. Hoje, o produtor possui 2,8 mil cabeças de gado Nelore. (R.M.)





