Mais animais no mercado e preços retraídos no biênio 2017/18
Os anos de 2014 e 2015 sem dúvida foram bons para aqueles pecuaristas que trabalham com gado nelore de reposição. Os preços do bezerro e do boi magro para engorda ficaram bem interessantes, o que aqueceu este mercado.
No Paraná, por exemplo, o boi magro foi comercializado em novembro a R$ 1.672,5. A média anual foi de R$ 1.620, alta de 25% frente a 2014, quando fechou a R$ 1.331,4. Já o bezerro, oriundo de outros estados como o Mato Grosso do Sul, está sendo vendido acima de R$ 1.400.
Com o bom momento para a cria, a expectativa é de que a oferta de animais seja alta no biênio 2017/18. "Este ano, muitos pecuaristas apostaram na cria de animais em todo o País. Esses bezerros vão se tornar animais adultos em alguns anos. Com esse aumento da oferta, os preços da arroba tendem a cair", projeta a analista da Scot Consultoria, Maísa Modolo.
Ao curto prazo, em 2016, a especialista acredita que a oferta de animais continue reduzida e os valores da arroba, portanto, firmes no mercado. "Os preços, entretanto, não devem subir, já que não adianta ter uma oferta pequena e mesmo assim o consumo interno não ser condizente com o que está sendo produzido. Os preços estarão firmes, mas com altas limitadas".
Segundo levantamento da consultoria Agrifatto, 44 plantas deixaram de abater bovinos em 2015 em todo o País, a maior parte dessas unidades é de médio e grande porte e fiscalizada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). (V.L.)





