Maior produção paranaense está no Vale do Ribeira
No Paraná, aproximadamente 95% da produção de tangerinas é proveniente do Vale do Ribeira, informou a engenheira agrônoma Zuleide Hissano Tazima, do Iapar. Tradicional produtora há mais de 50 anos, a região localizada a 90km de Curitiba, é considerada área livre de cancro cítrico. Assim como no resto do Brasil, a poncã é a variedade mais produzida no Vale.
Em outras partes do Estado, a plantação de tangerinas foi retomada apenas em 1989, quando foram implementadas várias medidas para erradicar a doença. De acordo com José Croce, chefe estadual da Campanha Nacional de Erradicação do Cancro Cítrico, as regiões Norte, Noroeste, Oeste e parte do Norte Velho ainda são consideradas áreas interditadas.
Para cultivar cítricos nesses locais, o agricultor precisa de liberação da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). A licença é concedida individualmente, para cada propriedade, mediante a execução de cuidados como a eliminação de focos, utilização de variedades com nível de resistência ao cancro cítrico, instalação de quebra-ventos e pulverizações com produtos à base de cobre (que não limitam a produção orgânica).
As variedades testadas pelo Iapar que se mostraram resistentes à doença são poncã, mixirica do rio, satsuma (precoce) e montenegrina (tardia), acrescentou Zuleide. Mesmo nas áreas livres, apenas as cultivares resistentes podem ser plantadas.
Segundo o agrônomo Paulo Andrade, da Seab, a fruticultura corresponde a 3% da produção agrícola do Estado e contribui com 2% da produção de frutas brasileiras. Esse ano, o Ministério da Agricultura liberou, pela primeira vez em 30 anos, recursos do Profruta para o Paraná. O volume de verbas liberado para todo o País foi de R$ 100 milhões, acrescentou Groce. Segundo ele, o juro cobrado pelo benefício é de 8,75% ao ano. (C.A.)





