Maio começou quente e seco, mas terminou normal
O período quente e seco, atípico para o outono paranaense e que perdurava desde o início de março, somente terminou em meados de maio. No início do mês, uma massa de ar quente estacionária sobre grande parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, impediam o deslocamento das frentes frias sobre o Paraná, fazendo com que a temperaturas permanecessem até 4 graus acima dos valores esperados para essa época do ano. Esse fenômeno perdeu intensidade com a entrada de frentes frias de forte atividade a partir do último dia 16, trazendo chuvas intensas e amenizando as temperaturas em todo o Estado.
O veranico foi mais duradouro na região Norte do Paraná, uma vez que as chuvas do início do mês ocorreram com maior intensidade na região Sudoeste e decresceram gradativamente na porção Norte do Estado. A regularização definitiva do regime hídrico em todas as regiões do Estado somente ocorreu após as precipitações de 16 a 21 de maio, que ultrapassaram a média histórica em vários locais. Do primeiro dia de maio até o dia 27, foram observados valores acima de 250 mm em toda a porção Oeste e um gradiente decrescente na parte Leste. Os maiores valores durante o mês de maio foram registrados em Toledo (522 mm), Cascavel (494 mm) e Palotina (282 mm) e os menores valores ocorreram em Região da Capital (100 a 130 mm). Para o mês de maio, as médias mensais históricas variam entre 75 e 175 mm no Norte, até no máximo 225 mm no Sudoeste.
Além das grandes perdas na safra de milho safrinha, a falta de umidade no solo e as altas temperaturas que prevaleceram durante a primeira quinzena de maio prejudicaram a qualidade das pastagens, atrasaram a semeadura do trigo no Norte e Oeste do Paraná, adiantaram a colheita do café, aumentaram os custos de irrigação e diminuíram a qualidade das folhosas nas áreas cultivadas com hortaliças. As chuvas intensas da segunda quinzena de maio causaram muita erosão nas áreas com solo exposto e nas estradas rurais, mas favoreceram a emergência do trigo e possibilitaram novos plantios deste cereal e outros cultivos de inverno, como a aveia, o azevém e o centeio.





