Magenta é híbrido da Itália
O melão Magenta é um híbrido do melão Cantaloup, muito comum na Itália. Segundo o agrônomo Golmar Beppler, coordenador técnico de vendas da Nunhems do Brasil, empresa de sementes de frutas e hortaliças, subsidiária da Bayer no Brasil, a variedade foi introduzida no País em 2006, com foco na exportação para o mercado europeu. Basicamente produzido na região nordeste, passou a ser aplicado também aqui no Paraná.
Além de Luís Ikeda, que já está produzindo para o mercado, outros produtores estão fazendo uma experiência com a variedade. Estamos inclusive buscando parcerias com atacadistas para garantir a venda do produto, afirma Beppler. Além da origem Cantaloup, a linha Magenta ainda compreende outros quatro híbridos. O plantado aqui no Paraná é o Magnat, cujo tamanho é um pouco maior do que o padrão europeu.
No que diz respeito à produção, ele comenta que a terra não influencia muito, mas o clima sim. No Nordeste, a produção é em campo aberto, mas na região Sul não é possível porque tem clima mais chuvoso e frio. O Magenta, acrescenta o agrônomo, é resultado de melhoramento genético, uma hibridação simples, não é transgênico.
Entre as qualidades da variedade, está a coloração diferenciada e o brix, ou seja, o doce da fruta. O brix é medido por meio de um exame técnico, feito com um aparelho. Essa fruta conta com um brix entre 13 e 15 graus, e o ápice é 16, explica, ressaltando que os melões tradicionais normalmente tem brix em torno de 10 graus. O shelf-life, período pós-colheita ou o tempo de prateleira do produto também é excelente, perto de 35 dias. É uma fruta nobre, aromática e adoci-cada, resume o agrônomo.
Quanto à assistência da Nunhems, Beppler observa que a empresa oferece orientação aos produtores que desejam aderir a essa tecnologia. A gente não se limita a vender a semente ao produtor. Oferecemos orientação e tentamos fazer o link entre esse produtor e o consumidor final. (E.Z.)





