O consórcio agroflorestal, além de proporcionar a diversificação da produção agrícola em pequenas propriedades, incrementa a renda do agricultor. Segundo o pesquisador André Luiz Medeiros Ramos, do Iapar, para a produção de madeira em uma área mínima de quatro hectares, o investimento pode variar de R$ 500 a R$ 1.500 por hectare dependendo da espécie de árvore escolhida e o rendimento mensal do agricultor pode chegar a até R$ 600 líquidos por hectare.
No consórcio entre o cinamomo-gigante e a seringueira, por exemplo, o produtor ainda pode explorar culturas anuais nas entrelinhas das árvores durante a fase de desenvolvimento. ''Além de incrementar a produtividade do grão, a seringueira produz borracha por cerca de 35 anos, enquanto o cinamomo fornece madeira cinco anos depois de plantado'', calculou Ramos.
De acordo com o pesquisador, hoje o Brasil responde por apenas 1% da produção mundial de borracha, importando 64% da matéria-prima que consome. ''Apesar de resistirem ao sistema, os produtores têm mercado garantido, já que usinas têm buscado a borracha nas propriedades'', apontou Ramos.
Ele destacou que, em áreas de até 30 hectares, as duas espécies de árvores também podem compor a reserva legal da propriedade. (M.G.)

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