A alta produtividade alcançada, 46,8 t/ha, foi responsável pelo significativo crescimento da produção, caracterizando uma melhor adoção e domínio de tecnologia nos pomares, superando, em muito, as 23 t/ha previstas. O clima favorável no período colaborou para o aumento da produtividade, além de contribuir para a ocorrência de uma baixa incidência de ‘‘sarna’’ em alguns pomares.
As frutas colhidas apresentaram boa qualidade, no entanto com calibres menores aos da safra passada. Os preços foram remuneradores para as frutas recém colhidas, como ocorre em todo início de estação, já que concorrem com aquelas frutas remanescentes e frigorificadas da safra anterior.
As cotações iniciais foram de R$0,40 a R$0,50/kg, recebidas pelos produtores pela maçã comercial. Na plena colheita os preços despencaram para R$0,20 a R$0,25/kg. Hoje pratica-se preços entre R$0,20 a R$0,35/kg, com um agravante: a medida que o produto fica estocado, os custos de armazenagem aumentam, reduzindo a margem dos produtores.
Pouca demandaEm contraponto a boa produção de Palmas, com reflexos nos números estaduais, o baixo poder aquisitivo da população não contribuiu para um aquecimento da demanda refletindo nos preços recebidos pelos pomicultores e abarrotando os armazéns, o que saturou a capacidade local de frigorificação.
Isto fez com que alguns produtores deslocassem o armazenamento de suas safras para Guarapuava e Santa Catarina. Cerca de 7,2 mil toneladas de maçãs estão nos armazéns, sendo 800 toneladas de maçã gala e 6,4 mil toneladas de maçã fuji.
Algumas erradicações de pomares velhos e decadentes ocorrem em substituição foram plantadas 79 ha de pomares novos, quase todos no sistema adensado com 2.500 a 3.500 plantas/ha.
Nas Centrais de Abastecimento do Paraná, Ceasa/Pr, entreposto de Curitiba, o preço mais comum praticado hoje é de R$0,75/kg da maçã nacional vermelha de primeira, estando o mercado abastecido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No ano de 1999, a participação da maçã paranaense no volume transacionado de maçãs nas Ceasa’s/Pr foi de 9%, enquanto no ano anterior foi 14%. Com este acréscimo de produção observado acima, uma maior presença da maçã paranaense deverá ser observado no mercado atacadista.
ParticipaçãoSegundo dados do Deral, da Seab, a parcela referente a produção da fruticultura no Valor Bruto da Produção (VBP) total, foi de 2,77%, abaixo dos 2,86% de 1998.
Com a maior participação de outros produtos agropecuários na composição do VBP, as frutas tiveram seu quinhão reduzido, porém, em valores, observou-se um acréscimo de 15,07%, enquanto em 1998 somou R$ 261,4 milhões, em 1999 este valor subiu para R$ 300,7 milhões, incluindo aí as produção de mudas.
As uvas (finas, rústicas e viníferas) representam 29,5% do VBP das frutas, seguidas pela laranja com 13,6%, as tangerinas com 9,9%, a melancia com 6,8% e o morango com 6,3%. A banana, a maçã e o pêssego respondem por 6,0%, 4,9% e 3,6%, respectivamente.Somados, estes oito produtos representam mais de 80% do VBP das mais de trinta frutas componentes do estudo.
Segundo técnicos da Seab, uma melhoria na inserção das frutas no VBP total do Paraná passa por incrementos de produção e produtividade, além de uma melhor classificação e padronização do produto frutícola, já que a agregação de valor, no mercado de frutas frescas, se inicia na escolha da muda.

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